terça-feira, 8 de julho de 2014

JOHN BUNYAN : PENSAMENTOS SOBRE O PECADO NO LEITO DA SUA MORTE

JOHN BUNYAN
PENSAMENTOS NO LEITO DA SUA MORTE 
SOBRE O PECADO

Nenhum pecado contra Deus pode ser considerado pequeno porque é sempre um ato contra o Criador do Céu e da Terra. Mas se um pecador consegue, na sua imaginação, inventar um deus menor, logo se entrega a pecados menores também.
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Pecado é o grande mal e arma de bloqueio para toda a nossa felicidade, é a razão para toda a miséria de todo o homem, tanto aqui quanto depois. Retire-se todo o pecado da vida do homem e nada mais o poderá ferir, pois a morte espiritual, a morte carnal e a morte eterna são seu único salário.
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Pecado e o homem para o pecado, serão sempre os únicos objetos da ira de Deus. Que dramático deve ser o caso de quem permanece em pecado! Quem pode suportar um pouco da ira bem acesa de Deus!
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Qualquer pecado torna a graça de Deus em uma coisa opaca e sem valor. É a única coisa que desafia toda a Sua justiça eterna, viola toda a Sua misericórdia, esgota toda a Sua paciência, mina todo o Seu poder nas nossas vidas e desfaz todo o Seu amor por nós.
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Tenha sempre o cuidado de nunca dar-se a liberdade de pecar, pois um pecado leva sempre ao outro. Depois, logo chega ao ponto de ser costume doentio, chegando mesmo a ser natural pecar.
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Começar a pecar, é colocar um alicerce para uma continuidade de qualquer pecado. Este continuar é a única mãe do costume de pecar e a consequente falta de pudor a grande tragédia que lhe irá seguir.
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Aquela Morte de Cristo permite-nos a maior de todas as descobertas sobre nós mesmos, das condições em que fomos achados e de como nada nos poderia valer senão a Sua Morte por nós e, também, a descoberta mais clarividente sobre a terrível façanha (audácia) que é o nosso pecado. Como a sua natureza fez perecer o próprio Criador do mundo! Se o pecado é, de facto, coisa tão medonha e horrível, que chegou a trespassar o lado e coração do Filho do Homem, como pode um pecador ainda suportar os seus pecados?


SOBRE O ARREPENDIMENTO E O VIR PARA CRISTO

O fim de toda a aflição é a descoberta dos nossos pecados, desde que nos levem aos pés do Salvador. Vamos então, como o filho pródigo, voltar ao nosso Pai. Logo acharemos paz e descanso para a nossa alma.
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Alguém neste mundo inteiro que seja considerado o pior de todos os pecadores, pode, pela graça na penitência do arrependimento, tornar-se tão bom quanto os melhores.
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Ser verdadeiramente sensível à proximidade do pecado, é estar triste porque se fere profundamente o nosso Deus e Criador. Somos mais afligidos por nós mesmos porque O estamos a magoar, do que por Ele.
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As tuas intenções quando te arrependes, tanto quanto a negligência em desfavor da tua própria salvação, serão sempre um marco e um atestado contra ti no Juízo Final!
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Qualquer arrependimento real e honesto, carrega consigo uma retórica divina, a qual persuade Cristo a perdoar montanhas de pecados cometidos contra Ele.
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Nunca diga a si mesmo que amanhã se arrependerá, pois é seu dever fazê-lo hoje
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O evangelho da graça de Cristo e da Sua salvação, estará sempre acima de todas as outras doutrinas, mas não deixa de ser a mais perigosa de todas caso seja recebida por homens desprovidos dessa mesma graça. Se esta não for sustentada com uma necessidade absoluta de um Salvador real, nunca é graça. A tais homens e mulheres que têm apenas a noção de tudo aquilo que é esta graça de Deus, digo que serão sempre os mais miseráveis e execráveis de toda a raça humana. Porque sabem através da sua razão muito mais que os pagãos da terra, esta será a sua única porção: no fim apanharão com mais açoites que todos.

SOBRE O ORAR
Antes de entrares em teu quarto para orar, pergunta a ti mesmo esta pergunta: Para quê, com que finalidade, minha alma, entras aqui para este santo lugar? Vieste para aqui para ter uma conversa com Ele? Estará Ele presente também? É teu pesar leve, teu pensamento leviano? Não estás a lidar com a saúde de todo teu espírito? Que palavras irás usar para que Ele considere ter misericórdia de ti?
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Para que a tua preparação para este solene momento seja completa, considera-te nada menos que pó e cinzas de pecado e que Ele, o grandioso Pai do nosso Senhor Jesus Cristo, se veste com luz inigualável, como se dum manto se tratasse. Que és um vil pecador, Ele um Deus sem mácula; que és pouco mais que um verme rastejante, Ele seu Omnipotente Criador.
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Em todas as tuas solenes orações, nunca te esqueças de Lhe ser agradecido pelas Suas muitas e grandes misericórdias.
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Quando, então orares, é preferível que teu coração deixe de ter palavras, do que tuas palavras deixem de ter coração.
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A tua oração eliminará o teu pecado por completo, pondo-lhe fim, ou então o teu pecado dará um fim à tua oração.
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O Espírito de oração é mais precioso que muitos tesouros de ouro e de prata.
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Ora muito, quantas vezes desejares, pois tua oração é um escudo real, um cheiro suave e uma afronta a Satanás
SOBRE O AMOR AO MUNDO
Nada tem como impedir uma alma de se poder aproximar de Cristo, com exceção dum amor fútil pelas coisas que o mundo oferece. E até que uma alma esteja inteiramente liberta de tal monstruosidade, nunca poderá ter nela mesma um grande amor por Deus.
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Que serão as honras e as iguarias das riquezas neste mundo comparando-as com as riquezas que obteremos de Cristo juntamente com a coroa da Vida?
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Nunca ames o mundo, pois o amor ao mundo é uma lagarta roedoura de toda a vida com Cristo.
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Desprezar o mundo é o caminho para o Céu brilhar em nós. E bem-aventurados serão todos aqueles que conseguem ter uma conversa a sós com Deus.
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Que tolice maior poderá existir que trabalhar pela carne que apodrece, negligenciando com isso o maná da Vida Eterna?
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Ou Deus ou o mundo - um dos dois terá necessariamente de sair desprezado em uma vida e quando esta se desvanece no leito da sua morte, esse será o seu grande teste.
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Buscando a tua vida, a ti mesmo neste mundo, teu próprio interesse, é estar perdido para sempre. E ser humilde é exaltação excelente.
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Todo aquele que se deleita com as realezas deste grande mundo, pensa muito pouco, pois um dia quem admirou, será testemunha veloz contra ele.

SOBRE A AFLIÇÃO
Nada tem como tornar a aflição tão insuportável como uma montanha de pecados: para que possa estar apto a suportá-la, assegure-se que depõe todo pecado e sejam quais forem as aflições que lhe venham atormentar, qualquer montanha lhe será coisa facílima de transpor.
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O Senhor tem como usar a dor da tribulação para ter como separar o trigo da palha que carregou o trigo até ali.
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Se por acaso você tem como suportar a vara da aflição, a que foi Deus que impôs sobre si, lembre-se sempre desta verdade: você apanha para que melhore de coração.
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A escola da Cruz é a escola da luz; ela descobre a vaidade de ser do mundo, expondo-a, desmascara a sua vil forma de ser, a sua impiedade profunda e permite-nos ver mais e melhor a mente de Deus. Desde as trevas da aflição nos pode chegar luz miraculosíssima!
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É naqueles momentos de maior aflição que desvendamos muitas coisas acerca do real amor de Deus.
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Será que de coração acabamos por renunciar todos os prazeres deste vil mundo? Então, pouco temos a temer sobre a aflição, pois nunca nos fará tropeçar. O que torna um certo estado de aflição mesmo insuportável, serão tão só os prazeres desta vida mundana, a qual não tem como suportar a possibilidade de nos separarmos dela de facto.

SOBRE O SOFRIMENTO
Não será qualquer tipo de sofrimento que faz um mártir, mas apenas o sofrer porque se é verdadeiro e se está em plena conformidade com a Palavra de Deus. Isto é, não apenas sofrer de forma justa, mas pela justiça; não apenas pela verdade, mas por amor à verdade; nunca apenas pela palavra de Deus, mas de acordo com ela: dar testemunho, com aquela santidade, humildade, no mesmo espírito de mansidão que a própria Palavra de Deus requer de nós.
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É coisa muito rara sofrermos pelos motivos certos e mantendo o espírito vergado apenas a Deus contra o Seu inimigo: o pecado; pecado em doutrina, em adoração, pecado na vida e em qualquer tipo de conversação.
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Não será o diabo, nem os homens deste mundo que conseguirão extinguir a justiça de dentro de ti, ou o amor por ela - apenas a tua própria mão. Só se separa essa justiça de ti pela tua própria atuação. Aquele que sofre em prol de ser justo, ou por um amor completo à justiça interior, não tem como ser tentado a trocar essa justiça por alguma outra coisa, porque o bem-estar do mundo dependem dela.
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Sempre pensei que a nata dos Crentes são feitos na pior das eras: quanto pior for o momento, maior e melhor será o Crente. E continuo a pensar que uma das razões porque não somos tornados melhores, será porque Deus já não nos purga e não nos prova como fazia. Noé e Lot, quem era mais santo que eles durante os tempos das suas aflições? E quem haverá mais vil e mais fútil do que o que está em sua prosperidade?

SOBRE A MORTE E O JUÍZO

Tal como o diabo opera por todos os meios para nos manter fora de todas as coisas boas, do mesmo modo opera para afastar dos pensamentos, tanto quanto pode, tudo sobre uma vida noutro mundo após a morte. Ele bem sabe que se mantiver os homens afastados de pensar na morte, eles se sentirão mais à vontade para pecar.
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Nada nos tornará mais sérios naquele labor de operar a nossa própria salvação, do que uma frequente meditação sobre a morte. Nada terá maior influência sobre os nossos corações, de nos retirar das futilidades e, ao mesmo tempo, inspirar a nascença de desejos sobre a santidade.
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Ó pecador, em que condição te acharás caído quando abandonares este mundo? Se partires sem estares convertido, teria sido melhor haveres sido esmagado assim que nasceste. Teria sido melhor haverem-te puxado dum lado e do outro e seres dividido em duas partes; melhor te seria haveres nascido cachorro, uma serpente, uma rã, do que nasceres homem e morreres sem te converteres e me darás toda a razão quando lá chegares sem te haveres arrependido.
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Um homem seria tido como tolo caso se atrevesse a desafiar e a tratar mal um Juiz antes de ser julgado por ele. E o Juízo de Deus terá tanto mais peso que um desses, pois dele dependerá toda a nossa felicidade e miséria eternas; e mesmo assim atrevemo-nos a desafiá-Lo e afrontá-Lo com nossos pecados?
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A única maneira de escaparmos daquele Juízo horrível, é passarmos certas sentenças de juízo sobre nós corretamente enquanto estivermos aqui na terra. Assim que soar aquela última trombeta, a qual convocará os mortos para comparecerem diante do trono de Deus para serem julgados, os justos se apressarão a sair de suas sepulturas com alegria, para se encontrarem com o seu Redentor nas nuvens. Mas, os outros clamarão às montanhas para que caiam sobre eles, para os encobrir da vista daquele Juiz feroz! Vamos, então, pousar no tempo que nos resta e decidir para qual dos dois lados queremos ir.
 
SOBRE AS ALEGRIAS DOS CÉUS
Nada existe de bom neste mundo com excepção do que já está contaminado e misturado com o mau. As honras têm surpresas desagradáveis, a riqueza tem insensatez e todos os prazeres arruínam a saúde. Mas, apenas nos céus acharemos bênçãos sem igual, de tal modo puras que nada terão que as possam fazer amargar e tendo tudo nelas para as tornar incomparavelmente doces.
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Quem neste mundo poderá conceber as inexprimíveis, inconcebíveis alegrias que se acharão lá? Apenas aqueles que já as experimentaram cá. Senhor, ajuda-nos a dar tal valor a elas, que nos possamos preparar para as receber e tenhamos porque nos alegrar com a perda sumária de todos os prazeres inerentes à ilusão dos apetites daqui.
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Como os céus transbordarão e ecoarão de alegria assim que lá chegar a noiva, a Esposa do Noivo, para ir viver com Ele para sempre!
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Cristo é o supremo desejo das nações, a alegria dos anjos e o deleite do Pai; quão grande deve ser a consolação da alma que O possuir pela eternidade fora!
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Ó! Quantas aclamações se verão quando todos os muitos Filhos de Deus se encontrarem em conjunto, sem nada mais para temer, sem as perturbação dos descendentes do anticristo e dos Cainistas!
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Não chegará o tempo quando os piedosos poderão perguntar aos ímpios quais os proveitos que adquiriram dos seus prazeres? Qual conforto da sua grandeza? E que frutos trouxeram todos os seus labores?
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Se você tiver muita curiosidade para saber tudo sobre a verdadeira essência da visão celestial, minha resposta para si será apenas que viva uma vida santa e chegue-se bem perto para ver!
SOBRE OS TORMENTOS NO INFERNO
Os céus e a salvação não foram mais prometidos a todos os que são castos do que o inferno e a condenação aos que são ímpios e será seguramente uma sentença executada sobre todos.
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Assim que uma alma for condenada, pode, logo ali, dizer adeus para sempre a todo conforto e prazer.
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Quem conhecerá todo o poder da ira de Deus? Ninguém com excepção dos que forem condenados!
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A única companhia de todos os pecadores, será o diabo e seus demónios, para sempre atormentados sob uma maldição.
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O inferno seria um género de paraíso, caso não fosse pior que o pior dos lugares deste mundo!
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Tão distinto quanto será a dor da alegria, o tormento do descanso de alma e o terror da paz, essa será a distancia entre os pecadores e os santos no mundo vindouro.
SOBRE O DIA DO SENHOR, SERMÕES E DIAS DA SEMANA
Tenha zelo em santificar o dia do Senhor, pois do modo que o guardar ou usar, desse modo será guardada a sua alma durante a semana.
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Torne o dia do Senhor o dia do mercado para sua alma. Que passe o dia inteiro em orações, súplicas, revisões e meditações. Coloque de parte os assuntos do resto da semana. Que o sermão que ouviu seja ponderado e traduzido em oração: irá o Senhor te oferecer estes seis dias e tu não lhe dedicarás um por inteiro?
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Dentro da sua igreja seja cuidadoso em servir Deus. Ali está sob os olhares de Deus e não dos olhares dos homens.
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Pode ouvir muitos sermões com muita frequência e pode mesmo ser ouvinte que pratica o que ouviu. Mas nunca pode esperar que lhe seja explicado a partir do púlpito tudo aquilo que é sua obrigação fazer. Antes seja também um estudioso afectivo da Palavra e leia bons livros. Aquilo que ouviu pode vir a ser esquecido, mas tudo quanto aprendeu, será retido e guardado com maior facilidade.
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Nunca negue a adoração pública de Deus, pois Deus pode vir a negá-lo a si também, tanto em público como em privado.
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Durante os dias da semana, sempre que acorda, considere isto:
1.Você morrerá em breve;
2.Você pode morrer naquele preciso momento;
3.Que irá então acontecer à sua alma.
4.Ore bastante.
Mas à noite considere isto:
1.Se cometeu pecados;
2.Com qual frequência orou durante o dia;
3.Em quais coisas sua mente vagueou durante todo dia. Em que pensou durante o dia;
4.Quais foram os seus afazeres;
5.Qual foi a sua conversação;
6.Se conseguir trazer à sua atenção todos os erros que cometeu durante todo o dia, nunca se atreva a adormecer sem os haver confessado a Deus e obter a esperança proveniente de um perdão real. Assim, cada noite e cada manhã faça os seus cálculos em conjunto com o Deus Todo-Poderoso e todas as suas dívidas, por fim, diminuirão drasticamente.
Descrição: http://www.reavivamentos.com/imagens/bunsign.gif
10 DE SETEMBRO DE 1688.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Traduzir-se

Ferreira Gullar:
Traduzir-se

Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.
Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.
Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.
Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir uma parte
na outra parte
– que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?

domingo, 27 de outubro de 2013

João Calvino: Frases

"seja o que for que Deus tenha que fazer, inquestionavelmente o fará, se ele o tiver prometido."


“Por meio da fé, Cristo nos é comunicado, através de quem chegamos a Deus, e através de quem usufruímos os benefícios da adoção.”

“A fé não consiste na ignorância, senão no conhecimento; e este conhecimento há de se não somente de Deus, senão também de sua divina vontade.”

“Nada é mais solicitamente intentado por satanás do que impregnar nossas mentes, ou com dúvidas, ou com menosprezo pelo evangelho.”

“Felizes, porém, são aqueles, que abraçam o evangelho e firmemente permanecem nele! Porque ele – o evangelho, fora de qualquer dúvida, é a verdade e vida.” [João Calvino, Efésios, São Paulo, Parakletos, 1998, (Ef1.13), p. 35-36].

“Não fechemos, pois, por nossa desumanidade, a porta da misericórdia de Deus, a qual se apresenta a nós tão liberalmente.”

“Os homens jamais encontrarão um antídoto para suas misérias, enquanto, esquecendo-se de seus próprios méritos, diante do fato de que são os únicos a enganar a si próprios, não aprenderem a recorrer à misericórdia gratuita de Deus.” [João Calvino, O livro do Salmo, Vl 1, (Sl 6.4), pp.128,129.]

“Sabemos não haver nenhuma de nossas obras que, à vista de Deus, seja considerada perfeita ou pura e sem qualquer mácula de pecado”.
João Calvino, O livro dos Salmos, Vl 2 (Sl 62.12) pp. 585

“Ninguém possui coisa alguma, em seus próprios recursos, que o faça superior; portanto, quem quer que se ponha num nível mais elevado não passa de imbecil e impertinente. A genuína base da humildade cristã consiste, de um lado, em não se presumido, porque sabemos que nada possuímos de bom em nós mesmos; e, de outro, se Deus implantou algum bem em nós, que o mesmo seja, por esta razão, totalmente debitado à conta da divina Graça”.
João Calvino, Exposição de 1 Corintios (1 Co 4.7), pp. 134,135

“Seja o que for que Deus tenha que fazer, inquestionavelmente o fará, se ele o tiver prometido”
João Calvino, Efésios (Ef 3.20-21) pp. 106

“Deus só é corretamente servido quando sua lei for obedecida. Não se deixa a cada um a liberdade de codificar um sistema de religião ao sabor de sua própria inclinação, senão que o padrão de piedade deve ser tomado da Palavra de Deus”. (João Calvino, O livro de Salmos, São Paulo, Parakletos, 199, Vol 1, p.53)

“Nossa fé não tem que estar fundamentada no que nós tenhamos pensado por nós mesmos, senão no que nos foi prometido por Deus”. (J. Calvino, Sermoes sobre la Obra Salvadora de Cristo, Jenison, Michigan, p. 156)

“Todo crente deve ter desejo fervoroso de contar com Deus em cada momento de sua vida”. (João Calvino, A Verdadeira Vida Cristã, São Paulo, novo Século, p. 31)

"Note-se que a fé mune-se de dupla consolação com o poder de Deus. Primeiro, porque sabe que ele tem amplíssimo poder e disposição para fazer-nos bem, visto que o seu braço se estende para reger e governar todas as coisas, que o céu e a terra lhe pertencem, e que também é dele o senhorio. E toda criatura depende de sua boa vontade aplicada a levar avante a salvação dos crentes. Segundo, porque vê que em sua proteção há segurança suficiente, visto que todas as coisas que poderiam frustrá-lo estão sujeitos à sua vontade. E que o Diabo é reprimido por sua vontade, como que por rédeas - ele e todas as suas maquinações. Em resumo, porque tudo quanto poderia contrapor-se à nossa salvação é submisso a seu comando." (João Calvino, As Institutas da Religião Cristã, Ed. Especial, Vl 2, pg. 59)
“Mas, visto que todo homem é indigno de se dirigir a Deus e de se apresentar diante de sua face, a fim de nos livrar da vergonha que sentimos ou que deveríamos sentir, o Pai celeste nos deu seu Filho, o nosso Senhor Jesus Cristo, para ser o nosso Mediador e advogado para com ele, para que, por meio dele, pudéssemos aproximar-nos livremente dele. Como isso nos certificamos de que, tendo tal Intercessor, o qual não pode ser recusado pelo Pai, também nada nos será negado de tudo o que pedirmos em seu nome. Seguros também de que o trono de Deus não é somente trono de majestade, mas também de sua graça, podendo nós comparecer perante ele com toda a confiança e ousadia, em nome de Mediador e Intercessor, para rogar misericórdia e encontrar graça e ajuda, em toda necessidade que tivermos.” (João Calvino, As Institutas, Vl 03, Ed. Cep, Edição especial, p. 101)

"Note-se que a fé mune-se de dupla consolação com o poder de Deus. Primeiro, porque sabe que ele tem amplíssimo poder e disposição para fazer-nos bem, visto que o seu braço se estende para reger e governar todas as coisas, que o céu e a terra lhe pertencem, e que também é dele o senhorio. E toda criatura depende de sua boa vontade aplicada a levar avante a salvação dos crentes. Segundo, porque vê que em sua proteção há segurança suficiente, visto que todas as coisas que poderiam frustrá-lo estão sujeitos à sua vontade. E que o Diabo é reprimido por sua vontade, como que por rédeas - ele e todas as suas maquinações. Em resumo, porque tudo quanto poderia contrapor-se à nossa salvação é submisso a seu comando." (João Calvino, As Institutas da Religião Cristã, Ed. Especial, Vl 2, pg. 59)

“Não busquemos a causa em parte alguma, senão na vontade divina” (J. Calvino, Exposição de Romanos, p. 337)

“Esta é a permuta que, em sua bondade infinita, ele quis fazer conosco: recebeu nossa pobreza, e nos transferiu suas riquezas; levou sobre si a nossa fraqueza, e nos fortaleceu com o seu poder; assumiu a nossa mortalidade, e fez nossa a sua imortalidade; desceu à terra, e abriu o caminho para o céu; fez-se Filho do homem, e nos fez filhos de Deus.” [João Calvino, As institutas, Cap XII, pg 6, Vl 4, edição especial, Editora Cep.]

“Os crentes não oram com a intenção de informar a Deus a respeito das coisas que ele desconhece, ou para incitá-lo a cumprir o seu dever, ou para apressá-lo, com se ele fosse relutante. Pelo contrário, eles oram para que assim possam despertar-se e buscá-lo, e assim exercitem sua fé na meditação das suas promessas, e aliviem sua ansiedades, deixando-as nas mão dele; numa palavra, oram com o fim de declarar que sua esperança e expectativa das coisas boas, para eles mesmos e para os outros, está só nele” [John Calvin, Commentary on a Harmony of the Evangelists, Mattew, Mark, and Luke, Grand Rapids, Michigan, Baker Booh House, 1981 (reimpresso), p. 314]

“Nós estamos conscientes de nossa própria debilidades, e desejamos desfrutar a proteção de Deus, Aquele que pode manter-nos invencíveis diante de todos os assaltos de Satanás” [John Calvin, Harmony of the Evangelists, p. 327-328]

“Não oraremos de uma maneira correta a menos que a preocupação por nossa própria salvação e zelo pela glória de Deus sejam inseparavelmente entrelaçados em nossos exercícios.” [João Calvino, O Livro de Salmos, Vol 3, p.259]

“Quando ele [Deus] nos adotou como seus filhos, seu desígnio era acalentar-nos, por assim dizer, em se próprio seio” [João Calvino, O Livro de Salmos, São Paulo, Ed. Parakletos, 2002,Vol 3, p.586]

“Seja qual for a maneira em que Deus se agrada em socorrer-nos, ele não exige nada mais de nós senão que sejamos agradecidos pelo socorro e o guardemos na memória.” [João Calvino, O Livro de Salmos, Vol 2, p.216]

“Ainda que o pecado não reine, ele continua a habitar em nós e a morte é ainda poderosa.”[João Calvino, Efésios, São Paulo, Parakletos, 1999, Vol 1, p.169]]

Somente aqueles que têm acesso a Deus, e que vivem uma vida santa, é que são seus genuínos servos. [João Calvino, O Livro de Salmos, São Paulo, Parakletos, 199, Vol. 1, p. 289]

Muitas vezes o Senhor põe abaixo as deliberações dos seus santos... para que eles fiquem na inteira dependência da sua providência” . [João Calvino, exposição de Romanos, (Rm 1.13)]

A igreja será sempre libertada das calamidades que lhe sobrevém, porque Deus, que é poderoso para salvá-la, jamais suprime dela sua graça e sua bênção. [João Calvino, O Livro de Salmos, São Paulo, Vol. 1, p. 88]

“Aquele que confia ma providência divina deve fugir para Deus com orações e forte clamor.” [João Calvino, O Livro de Salmos, São Paulo, Vol. 1, p. 211]

“Para que tenhamos aqui bom equilíbrio, devemos examinar a Palavra de Deus, na qual temos excelente regra para o entendimento firme e correto. Porquanto, a Escritura é a escola do Espírito Santo, na qual assim como nada que seja útil e salutar conhecer é omitido, assim também não há nada que nela seja ensinado que não seja válido e proveito saber”. [João Calvino, As institutas, Cap VII, pg 39, Vl 1, edição especial, Editora Cep.]


“Exatamente como se dá com pessoas idosas, ou enfermas dos olhos, e tantos quantos sofram de visão embaraçada, se puseres diante delas mesmo um vistoso volume, ainda que reconheçam ser algo escrito, contudo mal poderão ajuntar duas palavras; ajudadas, porém, pela interposição de lentes,. Começarão a ler de forma distinta. Assim a Escritura, coletando-nos na mente conhecimento de Deus que de outra sorte seria confuso, dissipada a escuridão, nos mostra em diáfana clareza o Deus verdadeiro.” [João Calvino, As Institutas – edição Clássica, Vol I, pg 71, Ed Cep,]

“Sempre que a exigüidade do número dos que crêem nos conturbe, em contraste nos venha à mente que ninguém pode compreender os mistérios de Deus senão aqueles a quem foi dado entendê-los.” [João Calvino, As Institutas – edição Clássica, Vol I, pg 81, Ed Cep,]

“Ele [Deus] nos convida a solicitá-los dele, e não nos dirigirmos a ele e nada lhe pedirmos, seria tão nulo como se alguém desprezasse e deixasse enterrado e oculto sob o solo um tesouro que lhe tinha sido mostrado.” [João Calvino, As Institutas – edição Clássica, Vol IV, pg 92, Ed Cep,]

“O Fundamento de nossa vocação é a eleição divina gratuita pela qual fomos ordenados para a vida antes que fôssemos nascidos. Desse fato depende nossa vocação, nossa fé, a concretização de nossa salvação.” [João Calvino, Gálatas, (Gl 4.9), p. 128].

“A santidade inocência, e assim toda e qualquer virtude que porventura exista no homem, são frutos da eleição” [João Calvino, Efésios, (Ef 1.4), p. 25]

“A causa eficaz de fé não é a perspicácia de nossa mente, mas a vocação de Deus. E ele[Pedro (em 2Pe1.3)] não se refere somente à vocação externa, que é em si mesma ineficaz; mas à vocação interna, realizada pelo poder secreto do Espírito, quando Deus não somente emite sons em nossa orelhas pela voz do homem, mas, pelo seu próprio Espírito atrai intimamente nosso corações para ele mesmo. [John Calvin, Calvin’s Commentaries, Grand Rapids, Michigan, Baker Book House, 1996 (reimpresso), Vol.22, (2Pe 1.3, p. 369].


“Ao sabermos que Deus promove esta sua união conosco, devemos lembrar que o laço desta união é a santidade.” [João Calvino, As Institutas – edição Especial, Vol IV, pg 178, Ed Cep,]

“Por que, de que valerá livrar-nos da impureza e da corrupção em que estávamos imersos, se o tempo todo ficamos querendo revolver-nos de novo nessa lama?” [João Calvino, As Institutas – edição Especial, Vol IV, pg 179, Ed Cep,]

“Assim como a alma energiza o corpo, também Cristo comunica vida a seus membros. Eis uma notável afirmação, ou seja, que os crentes vivem fora de si mesmos, isto é, em Cristo”. [João Calvino, Gálatas, São Paulo, Parakletos, 1998, (Gl 2.19, p. 75]

“O genuíno descanso dos fiéis, o qual dura por toda a eternidade, é segundo o descanso de Deus. Como a mais sublime bem-aventurança humana é estar o homem unido com Deus, assim deve ser também o seu propósito último, o qual todos os seu planos e ações devem ser dirigidos” [João Calvino, Exposição de Hebreus, São Paulo, Parakletos, 1997, (Hb 4.3), p. 103 ]


“Porque o evangelho não é uma doutrina de língua, mas de vida.” [João Calvino, As Institutas – edição Especial, Vol IV, pg 181, Ed Cep,]

“Não exijo que a vida do cristão seja um evangelho puro e perfeito, embora o devamos desejar e esforçar-nos por esse ideal. Não exijo, pois, uma perfeição cristã de tal maneira estrita e rigorosa que me leve a não reconhecer como cristão a quem não tenham alcançado. Porque, se fosse assim, todos os homens do mundo seriam excluídos da igreja, visto que não se encontra nem um só que não esteja bem longe dela, por mais que tenha progredido. E a maioria ainda não avançou nada ou quase nada. Todavia, nem por isso os devemos rejeitar. Que fazer então? Certamente devemos ter diante dos nossos olhos como nossa meta a perfeição que Deus ordena, para a qual todas as nossas ações devem ser canalizadas e à qual devemos visar. Repito: temos que nos esforçar para chegar à meta. Sim, pois não é lícito que compartilhemos com Deus apenas aceitando uma parte do que nos é ordenado em sua Palavra e deixando o restante a cargo da nossa fantasia. Porque Deus sempre nos recomenda, em primeiro lugar, integridade.” [João Calvino, As Institutas – edição Especial, Vol IV, pg 182, Ed Cep,]

“A vontade de Deus é a regra pela qual devemos regulamentar todos os nossos deveres.” [João Calvino, As Pastorais, São Paulo, Paraklestos, 1998, (1Tm2.3), p.59]

“Embora o mundo inteiro se ponha contra o povo de Deus, ele não carece, enquanto nutrir o senso de sua integridade, ter receio de desafiar os reis e seus conselheiros, bem como o promiscuo populacho da sociedade.” [João Calvino, O Livro de Salmos, São Paulo, Edições Parakletos, 199, Vol 2. (Sl 58.1), p. 517]

“Como na presente vida não atingiremos pleno e completo vigor, é mister que façamos até à morte”. [João Calvino, Efésios, (Ef 4.15), p. 130]

“Se porventura desejamos lograr algum progresso na escola do Senhor, devemos antes renunciar nosso próprio entendimento e nossa própria vontade.” [J. Calvino, Exposição de 1 Coríntios, São Paulo, Parakletos, 1996. (1 Co 3.3), p. 100]

“Enquanto estamos nesta prisão terrena, nenhum de nós tem a presteza necessária, e, na verdade a maior parte de nós é tão fraca e débil que vacila e coxeia pouco podendo avançar, prossigamos avante, cada um segundo a sua pequena capacidade, e não deixemos de seguir o caminho no qual começamos. Ninguém caminhará tão pobremente que não avance ao menos um pouco por dia, ganhando terreno.” [João Calvino, As Institutas – edição Especial, Vol IV, pg 183, Ed Cep,]

“A maior miséria que um homem pode ter é ignorar a providência de Deus; e, por outro lado, que é uma singular bem-aventurança conhecê-la” [João Calvino, As Institutas, (1541). II.8]

“As coisas neste mundo não são governadas de uma maneira uniforme (...) Deus reserva uma grande parte dos juízos que se propõe executar para o dia final, para que nós estejamos sempre em suspenso, esperando a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.” [Juam Calvino, El Uso Adecuanndo de la Afliccion: In Sermones Sobre Job, Jenison, Michigam. T.E.L.L.,1988, (sermon nº19), p. 226]

“Os antigos já diziam com razão que há um mundo de vícios ocultos na alma do homem. E não encontraremos remédio para isso, a não ser que, renunciando ou negando a nós mesmos e deixando de buscar o que nos agrada, impulsionemos e dediquemos o nosso entendimento a buscar as coisas que Deus exige de nós, e a buscá-las unicamente porque lhe são agradáveis.” [João Calvino, As Institutas – edição Especial, Vol IV, pg 186, Ed Cep,]

“No tocante ao reino de Deus e a tudo quanto se acha relacionado à vida espiritual, a luz da razão humana difere pouquíssimo das trevas; pois, antes de ser-lhe mostrado o caminho, ela e extinta; e sua perspicácia não é mais digna que a cegueira, pois quando vai em busca do resultado, ele não existe. Pois os princípios verdadeiros são como as centelhas; essas, porém, são apagadas pela depravação da natureza antes que sejam postas em seu verdadeiro uso” [João Calvino, Efésios, (Ef 4.17), p. 134-135]

“Para nós só a glória de Deus é legítima. Fora de Deus só há mera vaidade.” [João Calvino, Gálatas, São Paulo, Parakletos, 1998, (Gl 5.26), p.173]

“Deus, o Artífice do universo, se nos patenteia na Escritura; e o que dele se deva pensar, nela se expõe, para que não busquemos por veredas ambíguas alguma deidade incerta.” [João Calvino, As Institutas – edição Clássica, Vol I, pg 72, Ed Cep,] 

“Uma vez que a corrida será fora da pista, jamais conseguirá ela atingir a meta. Pois assim se deve pensar: o resplendor da face divina, o qual o Apóstolo proclama ser inacessível [1Tm6.16], nos é inextricável labirinto, a não ser que pelo Senhor sejamos dirigidos por intermédio dele pelo fio da Palavra, visto ser preferível claudicar ao longo desta vereda a correr a toda brida fora dela.” [João Calvino, As Institutas – edição Clássica, Vol I, pg 74, Ed Cep,] 

“Os erros jamais podem ser arrancados do coração humano, enquanto não for nele implantado o verdadeiro conhecimento de Deus.” [João Calvino, As Institutas – edição Clássica, Vol I, pg 74, Ed Cep,] 


“Cristo é fim da lei e a suma do Evangelho” [João Calvino, Efésios, São Paulo, Parakletos, 1998, (Ef2.20), p. 78]

“Somente os crentes genuínos conhecem a diferença entre este estado transitório e a bem-aventurada eternidade, para a qual foram criados; eles sabem qual deve ser a meta de sua vida. Ninguém, pois, pode regular sua vida com uma mente equilibrada, senão aquele que, conhecendo o fim dela, isto é, a morte propriamente dita, é levado a considerar o grande propósito da existência humana neste mundo, para que aspire o prêmio da vocação celestial.” [João Calvino, O Livro dos Salmos, São Paulo, Parakletos, 2002, Vol. 3, (Sl 90.12), p. 440].

“A Igreja será sempre libertada das calamidades que lhe sobrevém, porque Deus, que é poderoso para salvá-la, jamais suprime dela sua graça e sua bênção.” [ João Calvino, O livro dos Salmos, (Sl 3.8), Vol 1, p.88]

“Quem quer que recuse admitir que o mundo está sujeito à providência de Deus, ou não crê que sua mão se estende das alturas para governá-lo, tudo faz para pôr fim à existência de Deus.” [João Calvino, O livro dos Salmos, Vol 1, (Sl 10.4), p. 211]

“Muitas vezes o Senhor põe abaixo as deliberações dos santos... para que eles fiquem na inteira dependência da sua providência.” [João Calvino, O Livro dos Salmos, Vol 1, (Sl 8.2), p. 16]

“Os sofrimentos desta vida longe estão de obstruir nossa salvação; antes, ao contrário, são seus assistentes. (...) Embora os leitos e os réprobos se vejam expostos, sem distinção, aos mesmos males, todavia existe uma enorme diferença entre eles, pois Deus instrui os crentes pela instrumentalidade das aflições e consolida sua salvação (...) As aflições, portanto, não devem ser um motivo para nos sentirmos entristecidos, amargurados ou sobrecarregados, a menos que também reprovemos a eleição do Senhor, pela qual fomos predestinados para vida, e vivamos relutantes em levar em nosso ser a imagem do Filho de Deus, por meio da qual somos preparados para glória celestial.” [João Calvino, Exposição de Romanos, São Paulo, Parakletos, 1997, (Rm 8.28,29), p. 293,295].

"Não há nada que Satanás mais tente fazer do que levantar névoas para obscurecer Cristo; pois ele sabe que dessa forma o caminho está aberto para todo tipo de falsidade. Assim, o único meio de manter e também restaurar a doutrina pura e colocar Cristo diante de nossos olhos, exatamente como ele é, com todas as Suas bênçãos, para que Seu poder possa ser verdadeiramente percebido" [João Calvino, As Institutas da Religião Cristã]

“Para que tenhamos aqui bom equilíbrio, devemos examinar a Palavra de Deus, na qual temos excelente regra para o entendimento firme e correto. Porquanto, a Escritura é a escola do Espírito Santo, na qual assim como nada que seja útil e salutar conhecer é omitido, assim também não há nada que nela seja ensinado que não seja válido e proveito saber.” [João Calvino, As institutas, Cap VII, pg 39, Vl 1, edição especial, Editora Cep]

Nós somos do Senhor; vivamos e morramos por ele e para ele. Somos do Senhor; que a sua vontade e a sua sabedoria presidam a todas as nossas ações. Somos do Senhor; relacionemos todos os aspectos da nossa vida com ele como o nosso fim único. Ah, quão proveitoso será para o homem que, reconhecendo que não é dono de si, negue à sua razão o senhorio e o governo de si mesmo e o confie a Deus! Porque, assim como a pior praga, capaz de levar os homens à perdição e à reina, é se comprazerem a si mesmo, assim também o único e singular porto de salvação não está em o homem julgar-se sábio, como tampouco em querer nada de sua vontade própria, mas em seguir unicamente ao Senhor [Rm 14.7,8]. João Calvino, Institutas, Vol 4, pg 177, Edç Esp, Edt CEP.

Em toda a arquitetura de seu universo, Deus nos imprimiu uma clara evidência de sua eterna sabedoria, munificência e poder; e embora em sua própria natureza nos ele invisível, em certa medida se nos faz visível em suas obras. O mundo, portanto, é com razão chamado o espelho da divindade, não porque haja nele suficiente clareza para que os homens alcancem perfeito de Deus, só que contemplamos do mundo, mas porque ele se faz conhecer aos incrédulos de tal maneira que tira deles qualquer chance de justificarem sua ignorância. [...] O mundo foi fundado com esse propósito, a saber: para que servisse de palco à glória divina. João Calvino, Exposição de Hebreus, p. 300-301

As mentes humanas são cegas a essa luz, a qual resplandece em todas as coisas criadas, até que sejam iluminadas pelo Espírito de Deus e comecem a compreender, pela fé, que jamais poderão entendê-lo de outra forma. João Calvino, Exposição de Hebreus, p. 229.

A fé não consiste na ignorância, mas no conhecimento; e este conhecimento há de ser não somente de Deus, mas também de sua divina vontade. João Calvino As Institutas. III.2.2, Editora Cultura Cristã.

A fé verdadeira é aquela que ouve a Palavra de Deus e descansa em Sua promessa. João Calvino, Exposição de Hebreus, p. 318.

Nossa fé não tem que estar fundamentada no que tenhamos pensado por nós mesmos, senão no que foi prometido por Deus. Juan Calvino, Sermones a La Obra Salvadora de Cristo (n 13º), p. 156.

Como as trevas são dispersas pelos raios furtivos do sol, assim todas as invenções e erros perversivos se desvanecem diante desse conhecimento de Deus. João Calvino, O livro dos Salmos, Vol. 3, p. 684.

Visto que a igreja é o reino de Cristo, e que Cristo não reina senão por Sua Palavra, ainda vamos continuar duvidando de que são mentirosas as palavras daqueles que imaginam o reino de Cristo sem o Seu cetro, quer dizer, sem a Sua santa Palavra?
João Calvino, As Institutas (1541), IV.15.

É uma ímpia e danosa invenção tentar privar o povo comum das Santas Escrituras, sob o pretexto de serem elas um mistério oculto, como se todos os que o temem de coração, seja qual for se estado e condição em outros aspectos, não fossem expressamente chamados ao conhecimento da aliança de Deus.
O Livro dos Salmos, vol. 1, p. 558

Eis aqui o principio que distingue nossa religião de todas as demais, ou seja: sabemos que Deus nos falou e estamos plenamente convencidos de que os profetas não falaram de si próprios, mas que, como órgãos do Espírito Santo, pronunciaram somente aquilo para o qual foram do céu comissionados a declarar. Todos quantos desejam beneficiar-se das Escrituras devem antes aceitar isto como um princípio estabelecido, a saber: que a lei e os profetas não são ensinos passados adiante ao bel-prazer dos homens ou produzidos pelas mentes humanas como uma fonte, senão que forma ditados pelo Espírito Santo. João Calvino - As Pastorais, p . 262

Aquelas [epístolas] que o Senhor quis que fossem indispensáveis à sua Igreja, Ele as consagrou por sua providência para que fossem perenemente lembradas. Saibamos, pois, que o que foi deixado nos é suficiente, e que sua insignificância não é acidental; senão que o cânon das Escrituras, o qual se encontra em, nosso poder, foi mantido sob controle através do grandioso conselho de Deus.
João Calvino, Efésios, p. 86

Cabe a nós submeter o nosso juízo e entendimento à verdade de Deus conforme testemunhada pelo Espírito. João Calvino, As Institutas, I. 9.3.

Sempre que o Senhor se nos acerca com sua Palavra, Ele está tratando conosco da forma mais séria, com o fim de mover todos os nossos sentidos mais profundos. Portanto, não há parte de nossa alma que não receba sua influência. João Calvino, Exposição de Hebreus, p. 108

Moisés registra que foi acabada a terra e acabados os céus, como todo o exército deles (Gn 2.1). Que vale ansiosamente indagar em que dia, à parte das estrelas e dos planetas, hajam também começado a existir os demais exércitos celestes mais recônditos, quais sejam os anjos? Para não alongar-me em demasia, lembremo-nos neste ponto, com em toda a doutrina da religião, de que se deve manter a só norma de modéstia e sobriedade, de sorte que, em se tratando de cousas obscuras, não falemos, ou sintamos, ou sequer almejemos saber, outra cousa que aquilo que nos haja ensinado na Palavra de Deus. Ademais, impõe-se, ainda, que no exame da Escritura nos atenhamos a buscar e meditar continuamente aquelas cousas que dizem respeito à edificação, nem cedamos à curiosidade, ou à investigação de cousas inúteis. E, porque o Senhor nos quis instruir não em questões frívolas, mas na sólida piedade, no temor do Seu nome, na verdadeira confiança, no deveres da santidade, contentemos-nos com este conhecimento. João Calvino, As Institutas, I. 14.4

Devemos precaver-nos para que, cedendo ao desejo de adequar Cristo às nossas próprias invenções, não o mudemos tanto (como fazem os papistas), que ele se torne dessemelhante de si próprio. Não nos é permitido inventar tudo ao sabor de nossos gostos pessoais, senão que pertence exclusivamente a Deus instruir-nos segundo o modelo que te foi mostrado (Ex 25.40). João Calvino, Exposição de hebreus, p. 209.

Visto, então, que Deus por Si só não poderia provar a morte, e que o homem por si só não poderia vencê-la, Ele tomou sobre Si a natureza humana em união com a natureza divina, para que sujeitasse a fraqueza daquela a uma morte expiatória, que pudesse, pelo poder da natureza divina, entrar em luta com a morte e ganhar para nós a vitória sobre ela. João Calvino, Edição abreviada por J. P. Wiles das Institutas, II.12, p. 182.

Aqueles que repudiam as Escrituras, imaginando que podem ter outro caminho que o leve a Deus, devem ser considerado não tanto como dominados pelo erro, mas como tomados por violenta forma de loucura. Recentemente, apareceram certos tipos de mau caráter que atribuindo a si mesmos, com grande presunção, o magistério do Espírito, faziam pouco caso de toda leitura da Bíblia, e riam-se da simplicidade dos que ainda seguem o que esses, de mau caráter, chamam de letra morta e que mata. João Calvino - As Institutas da Religião Cristã - Livro I, Capítulo 9.

A mente piedosa [...] contempla somente o Deus único e verdadeiro, nem lhe atribui o que quer que à imaginação haja acudido, mas se contenta com tê-Lo tal qual Ele próprio Se manifesta...”. João Calvino, As Institutas, I.2.2.

Cristo suplantou a Adão, o pecado deste é absorvido pela justiça de Cristo. A maldição de Adão é destruída pela graça de Cristo, e a vida que Cristo conquistou tragou a morte que procedeu de Adão. João Calvino, Exposição de Romanos, p. 194-195.

Mesmo os santos precisam sentir-se ameaçados por um total colapso das forças humanas, a fim de aprenderem, de suas próprias franquezas, a depender inteira e unicamente de Deus. João Calvino, Exposição de 2 Coríntios, p. 22.


A verdade, porém, só e preservada no mundo através do ministério da Igreja. Daí, que peso de responsabilidade repousa sobre os pastores, a quem se tem confiado o encargo de um tesouro tão inestimável!” João Calvino, As Pastorais, p. 97.

Calvino comentando Gálatas 5.9[Um pouco de fermento leveda toda a massa] escreve: Essa cláusula os adverte de quão danosa é a corrupção da doutrina, para que cuidassem de não negligenciá-la (como é costumeiro) como se fosse algo de pouco ou nenhum risco. Satanás entra em ação com astúcia, e obviamente não destrói o evangelho em sua totalidade, senão que macula sua pureza com opiniões falsas e corruptas. Muitos não levam em conta a gravidade do mal, e por isso fazem uma resistência menos radical.[...] Devemos ser muito cautelosos, não permitindo que algo (estranho) seja adicionado à integra doutrina do Evangelho. João Calvino, Gálatas, p. 158-159.

“A sã doutrina certamente jamais prevalecerá, até que as igrejas sejam melhor providas de pastores qualificados que possam desempenhar com seriedade o ofício de pastor”. João Calvino, Calvin to Cranmer, Letter 18. Em John Calvin Collecttion, The AGES digital Library, 1998.

Deus, acomoda-se ao nosso modo ordinário de falar por causa de nossa ignorância, às vezes também, se me é permitida a expressão, gagueja. João Calvino, Commentary on the Gospel According to John (Calvin’s Commentaries, vol. XVIII), p.229.

Ora, primeiro, com Sua Palavra nos ensina e instrui o Senhor. Então, com os sacramentos no-la confirma; finalmente, com a luz de seu Santo Espírito a mente nos ilumina e abre acesso em nosso coração à Palavra e aos sacramentos, que, de outra sorte, apenas feririam os ouvidos e aos olhos se apresentariam, mas, longe estariam de afetar-nos o íntimo. João Calvino, As Institutas, IV. 14.8.

A Palavra de Deus é uma espécie de sabedoria oculta, a cuja profundidade a frágil mente humana não pode alcançar. Assim, a luz brilha nas trevas, até que o Espírito abra os olhos ao cego. João Calvino, Exposição de 1 Coríntios, p. 89.

Em 28 de abril de 1564, um mês antes de morrer, tendo os ministros de Genebra à sua volta, Calvino despede-se; a certa altura ele afirma: a respeito de minha doutrina, ensinei fielmente e Deus me deu a graça de escrever. Fiz isso do modo mais fiel possível e nunca corrompi uma só passagem das Escrituras, nem conscientemente as distorci. Quando fui tentado a requintes, resisti à tentação e sempre estudei a simplicidade. Nunca escrevi nada com ódio de alguém, mas sempre coloquei fielmente diante de mim o que julguei ser a glória de Deus. [...] Esquecia-me de um ponto: peço-lhes que não façam mudanças, nem inovem. As pessoas muitas vezes pedem novidade. Não que eu queira por minha própria causa, por ambição, a permanência do que estabeleci, e que o povo o conserve sem desejar algo melhor; mas porque as mundanas são perigosas, e às vezes nocivas... João Calvino, Calvin: Textes Choisis par Charles Gagnebin, p. 42-43.


Invocar a Deus é o principal exercício da fé e da esperança; e é assim que obtemos da parte de Deus todas as bênçãos. João Calvino, Efésios, p. 195

Sempre que nossos males nos oprimem e nos torturam, retrocedamos nossa mente para o Filho de Deus que suportou o mesmo fardo. Enquanto ele marchar diante de nós, não temos motivo algum para desespero. Ao mesmo tempo, somos advertidos a não buscar nossa salvação em tempo de angústia, em nenhum outro senão unicamente em Deus. Que melhor guia poderemos encontrar para oração além do exemplo do próprio Cristo? Ele se dirigiu diretamente ao pai. O apóstolo nos mostra o que devemos fazer, quando diz que ele endereçou suas orações. Àquele que era capaz de livrá-lo da morte. Com isso ele quer dizer Cristo orou corretamente, visto que recorreu ao Deus que é o único Libertador. João Calvino, Exposição de Hebreus, p. 134.

A oração é o antídoto para todas as nossas aflições. John Calvin, Commentary of the Nook of Psalms, vol. VI/4), p. 379.

E devemos confiar que assim como nosso Pai nos nutriu hoje, Ele não falhará amanhã. João Calvino, Instrução na fé, cap. 24, p. 67.

Em virtude nosso coração incrédulo, o mínimo perigo que ocorre no mundo influi mais em nós do que o poder de Deus. Trememos antes a mais leve tribulação, pois olvidamos ou nutrimos conceitos mui pobres acerca da onipotência divina. João Calvino, O livro de Salmos, vol. 2 , p. 658.

“O conhecimento de Deus não está posto em fria especulação, mas lhe traz consigo o culto", - As Institutas, I.12.1

“Portanto, uma vez que, de seguir-se na duração de Deus, nimiamente fraco e frágil vínculo da piedade seja ou praxe da cidade ou o consenso da Antiguidade, resta que o próprio Deus dê do céu testemunho de Si" - As Institutas, I. 5.13.

“Nós sabemos por experiência que o canto tem grande força e vigor para mover e inflamar os corações dos homens, a fim de invocar e louvar a Deus com um mais veemente e ardente zelo.” João Calvino, Prefácio à edição de 1542 do Saltério Genebrino.

Aqueles que se retraem de ouvir a Palavra proclamada estão premeditadamente rejeitando o poder de Deus e repelindo de si a mão divina que pode libertá-los. João Calvino, As Institutas São Paulo, Casa Presbiteriana, 1985,(Rm 1.16), p. 58.